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Destaques das semifinais da Copa do Mundo 2026
Melhor seleção: Espanha
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A Espanha venceu a França por 2x0 na semifinal em um dos jogos mais previsíveis da Copa do Mundo 2026. Já era esperado que as duas seleções se enfrentassem em algum momento do torneio, e apesar de os franceses terem uma equipe recheada de estrelas e que chama mais atenção, tudo indicava que o meio campo espanhol controlaria o jogo e que esse seria o fator determinante do duelo.
Em um mundo no qual atacantes são muito mais valorizados que os defensores - e em que muitos enxergam Mbappé como um líder superior a Rodri -, foram a organização defensiva e o domínio absoluto do meio de campo que decidiram a semifinal da Copa do Mundo de 2026, e não um ataque estrelado.
Não foi o dia de Mbappé, Dembélé, Olise, Barcola, Doué e Cherki. Os astros do ataque francês foram anulados por uma das melhores defesas da história das Copas. Em 7 partidas na competição, os adversários da Espanha balançaram suas redes apenas 1 vez. Já são 6 jogos sem sofrer gol, um novo recorde estabelecido por Unai Simón, Porro, Cubarsí, Laporte, Cucurella e Rodri - superando as campanhas da França de 1998, da Itália de 2006 e da própria Espanha de 2010, todas com 5 clean sheets em 7 jogos.
A França mal viu a cor da bola, e só foi dar seu primeiro chute a gol aos 81', um chute que estatisticamente (xGOT) tinha apenas 1% de chance de entrar. A França, mesmo com super craques no ataque, não conseguiu criar uma única chance clara durante os 90+13 minutos de jogo.
Isso aconteceu, principalmente, por conta do domínio espanhol no centro do campo. Rodri manteve o altíssimo nível que apresentou durante toda a Copa, distribuindo e ditando o ritmo do jogo como um maestro e quebrando linhas de marcação como se fosse fácil. E para ele realmente é. Fabián assumiu a responsabilidade de substituir o Pedri com muita classe e deve se manter entre os titulares na final, enquanto o camisa 10 Dani Olmo empolgava o torcedor com um toque de magia sempre que recebia a bola nas entrelinhas.
Não havia a menor chance da França levar a melhor nesse confronto. A Espanha não só é a melhor seleção das semifinais, como também a que apresentou o melhor futebol em todo o ciclo (2023-2026). Afinal, o treinador Luis de la Fuente é parte de um grande projeto espanhol desde 2013 e já foi técnico do sub-18, sub-19, sub-21 e sub-23 de seu país, onde treinou a grande maioria dos jogadores que compõem o elenco profissional que vemos brilhar hoje na Copa.
A Espanha chega na final como a grande favorita para levantar o troféu.
Melhor jogador: Lionel Messi
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O que mais podemos falar sobre Lionel Messi? Aos 39 anos, a lenda argentina continua fazendo história em Copas do Mundo, e elogiar seu futebol já parece até redundante.
Leo foi importante em todas as viradas da Argentina no mata-mata (contra Cabo Verde, Egito, Suíça e, agora, Inglaterra) e participou diretamente de gols em todos os jogos do torneio até aqui. São 8 gols e 4 assistências em 7 jogos, números que fazem desta, talvez, a melhor Copa do Mundo de sua carreira justamente quando ele atingiu sua versão mais experiente. O que falta no físico, hoje, Messi compensa no psicológico.
Contra a Inglaterra, Messi encontrou um jogo ainda mais físico e provocativo do que os anteriores. Um clássico intercontinental que tem sua rivalidade marcada principalmente pelo gol de mão de Diego Maradona em 1986, e agora, 40 anos depois, Lionel também pôde escrever seu capítulo nesse confronto.
A Argentina fez de tudo para quebrar o ritmo da partida no primeiro tempo, tornando a semifinal em um jogo com clima de Libertadores. Com 10 minutos da etapa final, Gordon abriu o placar para a Inglaterra. Para a frustração dos ingleses, Thomas Tuchel como de costume se acovardou e fechou a casinha, deixando 6 defensores em campo e recuando para um 6-3-1.
Uma retranca absoluta que facilitou o jogo da Argentina, já que isso os deixou mais perto do gol. Messi, para além de seus 10 dribles ao longo do jogo (recorde nesta Copa do Mundo), ainda deu as 2 assistências que viraram o placar no final e que classificaram os argentinos para a decisão do torneio.
Na final da Copa do Mundo a Argentina enfrentará a Espanha no maior desafio que a seleção albiceleste enfrenta desde a última final de Copa, quando Messi e Mbappé nos proporcionaram um dos maiores espetáculos já vistos em um campo de futebol.
Melhor jovem jogador (sub-21): Pau Cubarsí
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Pela 3° vez consecutiva, Pau Cubarsí foi o melhor jovem da rodada. Já parece inevitável que o zagueiro de 19 anos seja coroado como o melhor jogador sub-21 do torneio - por mais que Johan Manzambi também tenha feito uma ótima Copa.
Dessa vez, o defensor espanhol teve o trabalho de marcar Kylian Mbappé, e o atacante francês produziu pouquíssimo ao longo dos 90 minutos - para não dizer que não participou do jogo.
O mais curioso é que, na teoria, Cubarsí não é o jovem jogador mais conhecido de seu time e nem de sua seleção. Lamine Yamal, companheiro dele desde as categorias de base do Barcelona, ainda não conseguiu apresentar seu melhor futebol sob os holofotes da FIFA.
Quis o destino que Cubarsí e Yamal, ambos com apenas 19 anos, enfrentassem Lionel Messi no que é possivelmente o último jogo da carreira do ídolo do Barcelona. Os jovens da Espanha cresceram o assistindo jogar - inclusive ambos têm foto com o argentino de quando eram bebês - e agora terão que vencê-lo.
Cubarsí, como defensor, terá o papel de parar Messi. Já parou e eliminou Cristiano Ronaldo e Mbappé. E Yamal, como atacante, terá a chance de atingir seu melhor nível justamente no jogo mais importante de sua carreira, e balançar as redes da Argentina. Será um jogo histórico.
Gol da rodada: Enzo Fernández vs Inglaterra
Jogo da rodada: Argentina 2x1 Inglaterra
Equipe das semifinais (4-3-2-1):
GOL: Pickford (Inglaterra);
ZAG: P. Porro (Espanha), C. Romero (Argentina), Cubarsí (Espanha) e Cucurella (Espanha);
MEIO: Elliot Anderson (Inglaterra), Rodri (Espanha) e Paredes (Argentina);
ATA: Enzo Fernández (Argentina), Messi (Argentina) e Dani Olmo (Espanha).




